NUTRIÇÃO ESPORTIVA – A DIETA DO FISICULTURISTA

Não há dúvidas de que o consumo proteico seja essencial para garantir as funções fisiológicas do corpo, bem como auxiliar nas modificações corpóreas supercompensatórias e também no aumento da performance. Entretanto, o consumo exacerbado de proteínas NÃO garante uma síntese proteica mais elevada, não garante aumento de performance ou quaisquer outros benefícios dessa natureza. Em contrapartida, o consumo proteico elevado para indivíduos saudáveis também parece não ter influências negativas no aspecto renal e/ou hepático, não sendo assim prejudicial ao corpo nesse aspecto. As quantidades proteicas por sua vez, podem variar de acordo com a individualidade biológica, o estado fisiológico do indivíduo e o uso ou não de ergogênicos, sendo ou não fármacos.

Dizer que os pontos mais atualizados sobre a nutrição, corroboram que as refeições devam ser feitas de 3 horas em 3 horas, aproximadamente, é algo totalmente errôneo quando o assunto é a redução de gordura corpórea ou o ganho de massa muscular. Ao que dizem alguns estudos, a oxidação de gordura corpórea é mais relevante quando o assunto é a ingestão total calórica diária (e, em alguns casos, semanal) e a distribuição dos macronutrientes, visando uma redução efetiva não do peso, mas, da gordura em si. Neste ponto, unicamente as evidências mostram que o consumo frequente de refeições pode auxiliar no controle do apetite e/ou, em casos de diabéticos, controlar os níveis de secreção de insulina. Dessa mesma maneira, o consumo adequado de macronutrientes e, em especial proteínas quando o objetivo é o ganho de massa muscular, parece também ser o fator principal relacionado ao sucesso nos resultados. Neste caso, ainda pode-se considerar que, individualmente, estratégias de alto ou baixo consumo de refeições diárias pode ser interessante a diferentes fins.

O consumo de ômega-3 é extremamente eficaz em questões relacionadas à saúde e a ergogênese. Entretanto, a maioria dos protocolos mostra que em torno de 2-3g diárias garante um aporte adequado desse nutrientes e, de fato isso é verdade quando o assunto é a saúde. Porém, relacionando o ômega-3 à performance, os estudos evidenciam que aproximadamente um ratio de 1600mg de EPA para 800mg de DHA por dia é o mínimo recomendado. Portanto, não adiantará subestimar o consumo de ômega-3 com doses baixas nem tampouco negligenciar seu consumo que, diga-se de passagem, deve ser advindo preferencialmente do óleo de peixe e não de fontes como a linhaça que tem baixíssima biodisponibilidade e pouca conversão em EPA/DHA e alta conversão em ALA.

Excluir o sódio da dieta NÃO alterará significativamente os níveis de retenção hídrica, bem como não alterará o nível da definição muscular. Do contrário, a exclusão do sódio da dieta pode significar primeiramente em efeitos rebote, nos primeiros consumos de sódio, NA RETENÇÃO hídrica pela liberação de altas quantidades de ADH e também em aspectos prejudiciais à performance e a saúde.

error: Conteúdo Protegido!!